quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Sofia


Sofia,

corpo miúdo e aparência frágil não lhe negam a força de seus olhos.

É o mistério incompreensível daqueles que, recém saídos do ventre materno, revelam a incrível capacidade de trasmitir ESPERANÇA.

Apareceste em hora oportuna, pequena. É que os adultos que te embalam, de presenciarem guerras, crimes e misérias absurdas, carregam agora uma vista fatigada e descrente.

Você, Sofia, enxerga apenas o futuro, o além, o amanhã que em nós repousa inerte.

Teus olhos refletem a sabedoria que carregas no vocativo pelo qual te batizaram; e tuas mãos, ainda tão pequeninas, construirão grandezas; erguidas através destes dedinhos que, hoje, mal podem te sustentar.

Perguntará-me de certo, um dia, como sei destas coisas.

Ah, esse seu olhar...

Um comentário:

  1. não é por acaso que se chama Sofia,
    olhos que traduzem a curiosidade
    e a busca de um mundo desconhecido.

    Sofia que chega para embalar a alma dos descrentes,
    daqueles que só olham para si próprios
    mas o mundo de sofia é muito, mas muito maior que o egoísmo dos insensíveis.
    Ao olhar pra você Sofia, o mundo parece ter uma luz que só teus olhos alcançam.

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