sexta-feira, 31 de julho de 2009
Soneto livre do momento presente
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Pai, presença que evoca lembranças
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Que ser estranho é esse Blog.
Continuo em minha busca por um modelo útil, interessante e objetivo...
Busca análoga à condição de minha existência.
Haverá mesas fartas aos famintos perdidos? Terei eu condições de chegar a ela? Alguém pra me companhar nesse caminho?
Sigo!
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Se eu partir, que o Clã me siga

Sob o lema Servir!, o Ramo Pioneiro se tornou para mim, membro juvenil vindo das Tropas Escoteira e Sênior, a experiência mais interessante dentro do Movimento Escoteiro nestes quase 10 anos de atividades ininterruptas. Foi com meus companheiros de Clã, minha mestra, Cleide Pires de Jesus, e seus assistentes, Henrique Alves de Paula e Lauro Alessandri Couto Monteiro, que conheci a essência verdadeira desta face escoteira, o derradeiro momento do jovem no Movimento antes que este enverede pelos cargos de Chefia ou Direção.
Foi aqui que consolidei minha chama escoteira, me tornei assistente, Chefe de Seção, Comunicador e Coordenador do Núcleo Regional de Jovens Líderes, secretário do Distrito e Diretor Secretário adjunto da Região. Toda essa história, no entanto, tem um começo e um processo, iniciado em fevereiro de 2006 quando, com 18 anos, fiz minha passagem para o Clã Pioneiro Caio Viana Martins. Na ocasião, não estava sozinho, como também nunca estive nestes 3 últimos anos. Me acompanharam nesta passagem quatro companheiros: Arthur, Frederico, Filipe e Alana. Ali nos juntamos à Tarcilla e ao Ramon. Mais tarde, cada um a seu tempo e por seus motivos, viriam Thainá, Murilo, Alexandre, Bruno, Isabelly e, mais recentemente, o Hugo.
Minha primeira ação como pioneiro foi oferecer à chefe do Ramo Lobinho, Elenice, numa reunião de Diretoria, uma ajuda no Acampamento Distrital de Ramo que teriam e ela se encontrava sem auxiliares. Qual não foi o meu desafio quando, no final do mesmo ano, ela teve que se mudar às pressas para outra cidade deixando uma Seção sem comando. Eu, com toda a experiência adqurida como auxiliar em UM acampamento estava frente a um desafio: chefiar a única seção da qual eu não tinha a menos idéia de como funcionava.
Vida de pioneiro é assim mesmo, movida por desafios. Não foi fácil conciliar essa dupla identidade: chefe e membro juvenil. Ninguém pode dizer que não tentamos: reuniões depois das 22h em plenas quartas, quintas-feiras, reuniões aos domingos de manhã, reuniões depois das atividades. Uma loucura!
O que posso dizer é que, de tanto querer, acabei me tornando um pioneiro. Servi ao meu Grupo e hoje me orgulho dos resultados deste trabalho. A Insígnia não veio, infelizmente ficou espremida para uma período muito complicado da minha vida e que, é verdade, me faltaram pernas e fôlego. Mas o que é um distintivo quando se tem a certeza de ter feito o Melhor Possível ajudado por seus companheiros? Sinto isso ao me lembrar do reinício das atividades em 2007, quando o G.E. Arara Azul, já sem credibilidade junto à Região e ao Distrito, mal somava 20 membros ativos. Hoje estamos entre os maiores Grupos da região e admirado explicitamente em vários sentidos e por muitas pessoas.
Não posso me esquecer também do Mutirão Nacional em Porto Alegre, em que nosso Clã foi simplesmente demais, o maior do Estado de Goiás, e emprestou um bocado de sua força e energia a instituições que hoje gozam de uma melhora em suas estruturas físicas, certamente não se esquecerão destes pioneiros.
Nosso AcampoClã também ficou pra história. Divertidíssimo. Um raro momento de convivência neste Clã que adora as reuniões nas caladas da noite.
Teve também aquele sopão meio desastrado, mas que tinha um tempero especial: boa vontade e disposição de servir.
Saio agora do Clã carregando todas essas experiências comigo, e grato a todos que contribuíram para que elas acontecessem e fossem tão únicas. Quero ser um amigo do Clã, alguém disposto a colaborar com o que estiver ao meu alcance para que os pioneiros saiam daqui com o mesmo sentimento que eu saio agora: o de alguém muito mais maduro e preparado do que aquele menino que aqui entrou.
Quem aprende a servir não se sente mais à vontade em ser apenas servido, sente a necessidade de ser útil, ativo e importante para o seu contexto.
Saio do Clã, mas o Clã não sai da minha cabeça, e muito menos do meu coração. Afinal, aprendi a seguir o caminho que a forquilha aponta, e esta, desafiadoramente, aponta para o infinito, ou até onde chegarem os meus passos.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Sofia

Sofia,
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Os domingos precisam de feriados

Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta.
Hoje, o tempo de "pausa" é preenchido por diversão e alienação.Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações para não nos ocuparmos. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão. O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições.
Nossas cidades se parecem cada vez mais com a Disneylândia. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas. Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo...
Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme. As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim.
Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente.
As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado...
Nossos(as) namorados(as) querem "ficar", trocando o "ser" pelo "estar".
Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI - um dia seremos nossos?
Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante.
Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos...
Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção. O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair literalmente, ficar desatento. É um dia de atenção, de ser atencioso consigo e com sua vida.
A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é: o que vamos fazer hoje? Já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de domingo.
Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande "radical livre" que envelhece nossa alegria - o sonho de fazer do tempo uma mercadoria.
Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar.
Afinal, por que o Criador descansou? Talvez porque, mais difícil do que iniciar um processo do nada, seja dá-lo como concluído."Rabino Nilton Bonder
Winder