Férias se perdem no ócio
se aproxima a estafante rotina
horários, atrasos: o óbvio
Dos estafados de mão na buzina
Queria mais tempo pra mim
Mas que dizer ao patrão, professor?
O que mal começa já está perto do fim
A guilhotina do tempo opressor
Fazer versos pobres e esperar redenção
Nenhum livro lido e tantos na estante
Sensação de tempo esvaído ao chão
Novos projetos por vir me passam
Um alento, para o consolo bastante
Que novos sonhos enfim me abraçam